homem Aranha

Por Edmo Jr. 


Enfim chegamos a Liga da Justiça, de Zack Snyder, após um longo caminho iniciado com O Homem de Aço(2013), chegamos ao filme que reúne a equipe de heróis mais famosa dos quadrinhos.

O filme começa com o Batman de Ben Affleck eMulher Maravilha, interpretada por Gal Gadot em sua missão de formar uma equipe para que possam enfrentar a ameaça do Lobo da Estepe, que deseja conquistar nosso planeta, agora que o Superman(Henry Cavill) se foi...

Affleck, agora com mais tempo para desenvolver o personagem, mostra um pouco do sarcasmo de Bruce Wayne, e novamente entrega um Batman motivado e focado em sua missão, e mostra mais do seu lado detetive, focado em deter a invasão que se aproxima, mas ainda se sentindo culpado pelo que aconteceu comClark. Gadot por sua vez, traz de volta Diana, a princesa amazona, a guerreira nada relutante capaz de encarar o Lobo da Estepe sozinha, e capaz de compreender pelo que os outros membros da equipe estão passando, e guiá-los ao caminho certo.

Em suas busca por pessoas com poderes especiais, encontram Victor Stone, o Ciborgue, interpretado porRay Fishero ator entrega um personagem sério, como nos quadrinhos, o que mais lembra sua versão no longa animado Liga da Justiça: Guerra, do que nas séries animadas exibidas no Cartoon, Victorestá em busca de um sentido para sua existência, eDiana o ajuda a compreender toda a situação em que o mundo se encontra. Já a versão cinematográfica deBarry Allen, o Flash, é um pouco diferente dos quadrinhos, nada que afete seu desempenho no filme, ou desconstrua o personagem. Ezra Miller mostra umBarry que ao mesmo tempo que sofre com seu drama familiar, como nos quadrinhos, e mesmo na série de tv, também traz um Barry que nunca esteve em combate, nunca enfrentou um inimigo dessa magnitude, e que fica evidente quando ele mesmo diz "nunca estive numa batalha, eu só empurro as pessoas e corro", sua falta de experiência traz um pouco de humor ao filme, assim como seu entusiasmo por participar de uma equipe de heróis. Jason Momoa, por sua vez, nos entrega um Aquaman que é mais como um lobo solitário, quase um selvagem, um homem dividido entre dois mundos, metade humano e metade atlante. Personagem que rende alguns momentos de descontração como o encontro comBruce, onde ele lhe pergunta "é verdade que você fala com peixes?"

Já o Lobo da Estepe de Ciarán Hinds, o grande vilão do filme (completamente feito em CGI), chega à terra com seu discurso sobre "criar a unidade" e almeja se torna um dos Novos Deuses, buscando conquistar e escravizar a terra, sua chegada à terra, já mostra que ele não quer dialogar, o personagem precisava de um pouco mais de desenvolvimento, mas ainda assim não é um vilão raso ou de poucas ambições.

Em meio à homenagens, participações especiais de outros personagens da DC Comics e easter eggs, o filme é guiado pelas sequências de ação que levam a assinatura de Snyder, seja na fotografia ou no slow motion (que ficou de fora de seus últimos filmes), e a trilha sonora de Danny Elfman (Batman, de Tim Burton), que ao mesmo tempo que cria uma trilha totalmente nova, homenageia músicas marcantes como o tema de John Williams para o Superman(1978) e o tema de Batman (1989), do próprio Elfman.

Em meio a problemas na produção, o afastamento deSnyder por problemas pessoais, e a entrada de Joss Whedon (que colaborou com o roteiro) na pós-produção, a Warner Bros. e o DC Films entregam um filme coeso, sem o peso de Batman vs Superman, com um tom mais leve (já planejado desde BvS), mas sem deixar de ser um filme sério sobre super-heróis, afinal a Liga da Justiça surge para tirar o mundo da escuridão, tornar o mundo um lugar melhor e cheio de esperança.

No mais, o caminho agora a ser trilhado pelo DCEU, promete empolgar os fãs ainda mais.

PS: o filme possui duas cenas pós-créditos.


Nota 9,0