homem Aranha

Por Edmo Jr.


Enfim chegamos ao filme mais esperado do ano, Star Wars: Os Últimos Jedi, do diretor Rian Johnson, chega aos cinemas dando continuidade a Saga da Família Skywalker.

Em Os Últimos Jedi, encontramos Rey, no mesmo ponto onde foi deixada em O Despertar da Força, encontrando um Luke Skywalker recluso no canto mais distante da galáxia, enquanto a Resistência é caçada pela Primeira OrdemRey busca treinamento para que possa entender a Força, e assim destruir O Líder Supremo Snoke e Kylo Ren, trazendo a paz de volta à galáxia.

Rey de Daisy Ridley, desta vez está mais forte, focada, buscando entendimento sobre o que é a Força, e como pode usá-la para derrubar Snoke e a Primeira Ordem, Ridley entrega um personagem agora mais maduro, em busca de conhecimento, e claro, descobrir a verdade sobre seus pais. De começo, Luke, interpretado de forma fenomenal por Mark Hamill, desta vez, ao invés do jovem que conhecemos que ansiava por entrar na guerra contra o Império, vemos um velho Mestre Jedi, cansado, decepcionado com seus erros, e buscando fugir de suas consequências ...Hamill entrega um personagem experiente com a sensibilidade de Alec Guinness, como o velho Obi-Wan Kenobi.

Enquanto isso, do outro lado da galáxia, a General Leia Organa interpretada por nossa amada Carrie Fisher, nos entrega (sua última e melhor atuação como o personagem) uma Leia como vista na trilogia clássica, uma líder de verdade, com direito a uma cena em que prova o porque ela é uma Skywalker de verdade, cena que faz os fãs mais apaixonados se emocionarem... enquanto precisa lidar com Poe Dameron de Oscar Isaac, o melhor piloto da Resistência, que se torna um líder na frota após a destruição da base StarKiller, que parece menos disposto a dialogar, e sim a agir, o que lhe causa consequências ao enfrentar a Almirante Holdo de Laura DernPoe desta vez está mais envolvido na ação. Enquanto Finn de John Boyega, eRose Tico de Kelly Marie Tran, estão em uma missão secreta, Boyega evolui em seu personagem, enquantoTran apresenta uma personagem apaixonada e centrada em sua missão, onde cruzam o caminho deDJ de Benicio del Toro, personagem que tem um "Q" de Han Solo.

Falar sobre a Primeira Ordem e não citar o excepcional trabalho (mais uma vez) de Andy Serkis como Snoke, seria covardia, que desta vez tem mais tempo de tela e um pouco mais de desenvolvimento, sua primeira cena com Kylo Ren, de Adam Driver, é de surpreender pelo diálogo .... Driver, por sua vez, volta à entregar um personagem impulsivo, mas desta vez, amadurecido, cujo o conflito interno parece estar bem mais claro agora. O único personagem que parece não ter muito desenvolvimento na sequência, mas que deixa mais clara sua disputa pelo poder com Ren, é o general Huxde Domhnall Gleeson, assim como a Capitã Phasma, de Gwendoline Christie, que ainda com pouco tempo de tela, consegue mostrar o quão cruel pode ser.

Em meio aos personagem clássicos como R2-D2 eC3PO e alguns outros, o filme é marcado com a sensacional trilha sonora de John Williams, como não poderia deixar de ser, sendo que neste, muito mais emocional. Sobre os efeitos especiais, dispensa comentários, como sempre, a ILM (Industrial Light & Magic) não deixa à desejar em nada, seja na criação de novos mundos como Crait e Canto Bight ou com as novas naves e veículos.

Dito isso, quem assistiu ao Star Wars Celebration Orlando esse ano, viu como Rian Johnson é um fã apaixonado pela saga, sua emoção em estar ali, fazer parte de algo amado por milhões de pessoas, e ele, como fã, ter a oportunidade de contribuir, é algo fantástico ... e com uma bela contribuição, fazendo deOs Últimos Jedi, um dos melhores filmes de toda a saga, e superior ao seu antecessor.




Nota 9,5